O GMAT, próximo passo para o MBA – A Minha Revolução Copérnica

O GMAT

Após muito tempo sem escrever na página, estou de volta para continuar a explicar o processo de acesso a um MBA de topo. Depois de falar em posts anteriores sobre a decisão de prosseguir um MBA, o processo de candidatura e o TOEFL/IELTS, neste post falarei sobre o GMAT (Graduate Management Admission Test). O GMAT é um teste padronizado e adaptativo que mede a capacidade matemática e verbal de um candidato a fim de avaliar o seu potencial sucesso académico no MBA. É um dos factores mais importantes para as escolas de gestão na avaliação das candidaturas, pois é o único factor comum a todos os candidatos. O exame é inteiramente em inglês, custa US$250 e é realizado em centros especializados, durando pouco menos de quatro horas.

p>O exame consiste em quatro partes, Avaliação Escrita Analítica (AWA), Raciocínio Integrado (IR), Quantitativa e Verbal.

Estrutura

Avaliação Escrita Analítica

A AWA consiste em completar um ensaio em inglês em 30′ e pontua numa escala de 0-6 pontos. O ensaio é avaliado tanto por um programa de computador como por um humano. Se as pontuações dos dois não diferirem em mais de um ponto, o resultado final será a média das duas pontuações. Caso contrário, outra pessoa reavaliará o texto. O software avaliará principalmente aspectos tais como estrutura, sintaxe e vocabulário, enquanto o avaliador humano terá também em conta o desenvolvimento de ideias e exemplos do candidato. A utilização de um modelo garantirá quase sempre uma boa pontuação pelo software, uma vez que reconhecerá o texto tão bem estruturado.

Raciocínio Integrado

O IR é pontuado numa escala de 1 a 8 e também tem a duração de 30′. As perguntas de RI avaliam a capacidade analítica do candidato através da interpretação de gráficos, tabelas, textos e sistemas de resolução de equações. Esta parte lembrou-me muito do Teste de Potencial BCG e, em menor medida, do PST McKinsey. Neste link pode encontrar exercícios de preparação para esta secção.

Quantitativo &Verbal

P>Embora seja importante obter uma pontuação aceitável a AWA e IR, onde realmente tem de dar o nível está na segunda parte do exame. Cada parte dura 75′ e juntos resultam na pontuação GMAT que conhecemos, que varia entre 200 e 800 pontos.

A parte quantitativa consiste em 37 perguntas de escolha múltipla, de dois tipos: Resolução de Problemas (PS) e Suficiência de Dados (DS), com uma pontuação total que pode variar entre 0 e 60 pontos. A principal diferença entre os dois tipos de questões é que enquanto nos problemas de PS se tem de chegar a uma solução, nos problemas de DS não se tem de chegar a uma solução específica. É uma questão de ver se a questão pode ser resolvida utilizando as instalações individualmente ou em conjunto. Este tipo de perguntas é comum no teste de Bain & Company.

A parte verbal consiste em 41 perguntas de escolha múltipla, com três tipos de perguntas: Compreensão da Leitura, Raciocínio Crítico e Correcção da Sentença, com a mesma pontuação que a parte quantitativa, entre 0 e 60 pontos. Nas perguntas de Compreensão da Leitura, é mostrado um texto e depois entre 3 e 5 perguntas para avaliar a compreensão da leitura. O Raciocínio Crítico avalia a lógica do candidato e a Correcção da Sentença, como o nome sugere, envolve a selecção da opção numa secção de um texto que está correcta.

Como é calculada a pontuação do GMAT?

Porque o teste é adaptativo, não há nenhuma regra que relacione o número de falhas com a pontuação do teste, pois não é a mesma coisa reprovar uma simples pergunta no início como reprovar uma complicada no final do teste. No entanto, o que podemos calcular é a pontuação total baseada nos resultados das duas partes do teste (a AWA e a IR não são tidas em conta para a pontuação do GMAT). Abaixo anexar uma tabela com esta informação.

p>Fonte: thegmatblogger.in

Como se pode ver, com uma pontuação de 45 na parte verbal já se atinge o percentil 99, enquanto que para a parte quantitativa teria de passar 51 para atingir esse percentil. Isto porque as pessoas geralmente acham a parte verbal mais difícil do que a parte quantitativa, provavelmente porque a grande maioria das pessoas que fazem este teste não tem o inglês como primeira língua.

De que pontuação preciso para me candidatar a um MBA?

P>As escolas de negócios indicam sempre que admitem candidatos com GMATs muito diferentes (de menos de 600 pontos para 790-800), é geralmente aceite que para fazer a candidatura com garantias deve obter um mínimo de 700 neste teste. Contudo, nos últimos anos tem havido uma “inflação” na média das pontuações do GMAT, de modo que nos próximos anos mesmo um 700 pode não ser uma garantia de sucesso. Se olharmos para as pontuações médias das últimas turmas graduadas de algumas das melhores escolas de negócios dos EUA e Europa, vemos que para todas as instituições a pontuação média do GMAT está acima desses 700 pontos:

    • Harvard Business School (Classe de 2019): 730 (mediana)
    • Stanford Graduate School of Business (Classe de 2018): 737
    • The Wharton School (Classe de 2019): 730
    • li>MIT Sloan (Classe de 2017): 716 (mediana)li>Columbia Business School (Classe de 2019): 724li>INSEAD (Classe de 2017): 707li>London Business School (Classe de 2018): 708

    A minha experiência de preparação para o GMAT

    No meu caso, preparei-me para o GMAT em Julho-Agosto de 2016 e fiz o teste no início de Setembro do mesmo ano. Como a maioria das pessoas que preparam o GMAT, nessa altura eu estava a trabalhar, por isso inscrevi-me numa academia em Madrid (link para o website da academia aqui) para me ajudar a preparar o mais rapidamente possível.

    Fui a um curso intensivo aos fins-de-semana em Julho, e em Agosto aproveitei a semana de férias que tinha (tinha mudado de empresa recentemente, por isso não tinha muitos dias) para fazer os exercícios do livro. Uma vez terminado o livro de exercícios, todos os fins-de-semana de Agosto fiz um exame de simulação.

    Durante o período de preparação, as minhas notas no teste permaneceram num intervalo mais ou menos constante. Antes de iniciar o curso, o professor recomendou-me que fiz um teste de simulação para ver o meu nível inicial, e obtive uma pontuação de 670. Nos testes de simulação que fiz após o curso, estive na faixa dos 710-750, e finalmente obtive uma pontuação de 730 no teste (V40, Q49, AWA: 5, IR: 7).

    Finalmente, para todos aqueles que estão a pensar em preparar-se para o GMAT, a minha recomendação é tentar reservar tempo de qualidade para estudar, fazer as simulações espaçadas no tempo e rever os erros cometidos e acima de tudo, dar prioridade à qualidade do estudo (compreender a metodologia dos exercícios) em detrimento da quantidade de exercícios realizados.

    É tudo! Espero retomar o blog mais vezes, para poder terminar de contar a minha experiência no INSEAD agora que as memórias ainda estão frescas, e continuar a falar sobre a preparação do MBA. Além disso, se houver um tema específico que possa interessar a qualquer leitor, não hesite em falar-me sobre ele.

    Uma saudação,

    p>M

    Referências

    • https://www.mba.com/global
    • http://archivo.expansionyempleo.com/2003/03/21/desarrollo_de_carrera/973433.html
    • http://archivo.expansionyempleo.com/2003/03/21/desarrollo_de_carrera/973433.html
    • http://www.club-mba.com/guia-del-gmat/
    • https://thegmatblogger.in/2015/04/17/how-is-the-gmat-score-calculated/
    • http://www.hbs.edu/mba/admissions/class-profile/Pages/default.aspx
    • http://www.hbs.edu/mba/admissions/class-profile/Pages/default.aspx
    • https://www.gsb.stanford.edu/programs/mba/admission/evaluation-criteria/class-profile
    • https://mba.wharton.upenn.edu/class-profile/
    • http://mitsloan.mit.edu/career-development-office/employment-reports/mba-current-report/
    • http://mitsloan.mit.edu/career-development-office/employment-reports/mba-current-report/
    • https://www8.gsb.columbia.edu/programs/mba/admissions/class-profile
    • https://www.insead.edu/master-programmes/mba
    • https://www.london.edu/programmes/masters-courses/mba/class-profile#.Wb_y3MhJbIU

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