Madonna, diz a verdade: Deus existe ou não?

Madonna não é classificável em tudo, incluindo como ela entende a religião. Tal como no feminismo, ninguém é tão espiritual como ela, mas tal como se autodenominava uma “má feminista” quando foi acusada de praticar um feminismo reificado, ela também quebra o molde com a forma como traz a religião para a sua vida.

Já em 1989, Madonna lançou o seu primeiro escândalo religioso quando se apaixonou por uma santa negra em “Como uma Oração”.

Madonna disputava o trono de monarca pop contra Michael Jackson, e também um suculento patrocínio da Pepsi (que sempre patrocinou ambas as estrelas). A marca de refrigerantes não hesitou em investir em “Como uma oração” sem medir devidamente o escândalo que lhe vinha a caminho.

As organizações religiosas universais condenaram a Madonna e a Pepsi como blasfémias, e até ameaçaram acabar com a vida da cantora. Pepsi forçou o vídeo musical a ser censurado, mas isso não o impediu de ser um dos álbuns mais vendidos da história.

Nos Prémios Billboard de 2016, quando o movimento #MeToo ainda não era visível, Madonna confessou que tinha sido violada aos 18 anos, e abriu as comportas para partilhar e denunciar questões feministas em exposições de prémios.

Isso não foi em desacordo com agradecer todo o seu sucesso a quem realmente o tornou possível (afinal, o prémio foi para toda a sua carreira como mulher na indústria musical), sendo sem o qual ela não estaria onde está, dito por Madonna: God.

No entanto, a estrela pop disse em várias entrevistas que não acredita na religião e que Deus é um conceito difuso que pode significar tudo ou nada. E ao mesmo tempo ela também reconheceu ser uma estudiosa do Islão, tendo-se convertido à religião muçulmana durante uma década, e colaborando com projectos de solidariedade para espalhar a palavra do Profeta.

Onde estamos, Madonna?

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