IPN Repositório Digital: AVALIAÇÃO DO TRAMADOL/MELOXICAM COMBINAÇÃO EM MODELOS DE DOR PRÉ-CLÍNICO E CLÍNICO”

Abjectivo: Avaliar a combinação tramadol/meloxicam em modelos pré-clínicos e clínicos de dor. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo pré-clínico no modelo da dor formalina. Tramadol foi administrado por via intramuscular (i.m.) 50 min antes da injecção de formalina nas seguintes doses: 3,16, 5,6, 7,5 e 10 mg/kg. O Meloxicam foi administrado i.m. 50 minutos antes da injecção de formalina nas seguintes doses: 3,16, 5,6, 10 e 17,78 mg/kg. Foram obtidos valores experimentais DE30 para cada droga individual e a combinação foi avaliada em 3 rácios diferentes (T1:M1, T3:M1, T1:M3) utilizando a análise isobolográfica e o índice de interacção. Os mecanismos de acção envolvidos no efeito da combinação T1:M1 foram avaliados. L-NAME foi utilizado para avaliar o envolvimento de óxido nítrico, naloxona para avaliar o envolvimento da via opióide, e metiotepina para avaliar o envolvimento da serotonina. Foi realizado um estudo clínico no modelo da dor do terceiro molar. Um total de 44 pacientes foi atribuído aleatoriamente a um de três grupos de tratamento: Grupo A, Tramadol 25 mg mais meloxicam 7,5 mg, Grupo B, tramadol 50 mg, e Grupo C, meloxicam 15 mg. Todos os tratamentos foram administrados i.m. 50 minutos antes da cirurgia. Avaliamos o tempo até à primeira medicação analgésica no pós-operatório, o número de pacientes que tomaram a primeira medicação analgésica nas primeiras 3 h de pós-operatório, a intensidade da dor, o consumo total de analgésicos e os efeitos adversos. Resultados: A análise isobolográfica e o índice de interacção mostraram um efeito antinociceptivo sinérgico. A avaliação dos mecanismos de acção mostrou a participação da via opióide e monoaminérgica. A intensidade da dor e o número de pacientes que necessitam de um procedimento de resgate analgésico mostraram diferenças estatísticas significativas. Conclusão: A combinação tramadol/meloxicam produziu um efeito de potenciação (sinergismo) no modelo da dor formalina com envolvimento da via opióide e monoaminérgica. A combinação produziu uma eficácia analgésica semelhante à do meloxicam, e melhor que o tramadol após a cirurgia do terceiro molar inferior.

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