Exemplos de incompatibilidade mecânica

Em biologia, os mecanismos de isolamento reprodutivo ou barreiras à hibridação são o conjunto de características, comportamentos e processos fisiológicos que impedem que membros de duas espécies diferentes se cruzem ou acasalem um com o outro, produzam descendência ou que seja viável ou fértil. Estas barreiras são uma fase indispensável na formação de novas espécies (especiação) porque mantêm as características das espécies ao longo do tempo, diminuindo, ou impedindo directamente, o fluxo genético entre indivíduos de diferentes espécies.3 4 5 6 Foram propostas várias classificações de mecanismos de isolamento reprodutivo. O Zoologista Ernst Mayr classificou-os em duas grandes categorias: mecanismos precopulatórios e pós-populatórios. O primeiro acto antes da fertilização pode ocorrer (isto é, antes do acasalamento no caso dos animais ou da polinização no caso das plantas). Tais mecanismos precopulatórios, também chamados “barreiras externas à hibridação”, são separações físicas no tempo, espaço, ambientes, nichos ecológicos específicos e diferenças de comportamento que impedem o acasalamento ou a polinização.7 Mecanismos pós-copulatórios, ou “barreiras internas à hibridação”, por outro lado, operam através da desarmonia entre os sistemas fisiológicos, reprodutivos ou citológicos de indivíduos pertencentes a espécies diferentes.8 Os diferentes mecanismos de isolamento reprodutivo são geneticamente controlados e demonstraram experimentalmente evoluir quer em espécies cuja distribuição geográfica se sobrepõe (espécies simpáticas), quer como resultado de divergências adaptativas que acompanham a evolução das espécies alóctones.

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