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br>>p>(6 de Agosto de 2009) A crise financeira internacional terá efeitos duradouros na economia real dos países da América Latina e das Caraíbas, incluindo maior desemprego, menor crescimento económico, contracção do comércio e défices fiscais que serão difíceis de ultrapassar.

Esta afirmação foi feita por Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, durante o seminário O impacto “real” da crise económica global: uma perspectiva latino-americana e caribenha, que deu início à Escola de Verão sobre as Economias Latino-Americanas, ensinada pela Divisão de Produção, Produtividade e Gestão desta comissão regional das Nações Unidas.

Bárcena explicou os efeitos da crise na região através de quatro canais de transmissão: contágio financeiro, a queda das remessas, o declínio da procura externa e as alterações nos preços relativos dos produtos que os países exportam.

Um dos sectores mais atingidos pela crise na região, disse Bárcena, foi o comércio, que caiu 31,8% em Abril em comparação com o mesmo mês do ano passado. As exportações caíram 29,2% enquanto as importações caíram 34,6% no mesmo período.

entre outras previsões para 2009, apontou uma queda de 5-10% nas remessas para a região, bem como uma redução de 35-45% no investimento directo estrangeiro. O desemprego regional aumentaria para 9%.

O Secretário Executivo da CEPAL disse que a competitividade internacional dos países da região tem sido limitada aos sectores de recursos naturais intensivos, pelo que é urgente aumentar a capacidade de acrescentar valor às exportações destes bens básicos.

Embora já existam sinais de recuperação, Bárcena advertiu que este processo será lento e gradual. Advertiu também que a recuperação dos índices sociais leva geralmente o dobro do tempo que a dos índices económicos, como aconteceu durante a crise dos anos 80, quando foram necessários 24 anos para que os indicadores sociais atingissem os níveis pré-crise e 12 para os económicos.

Para o futuro, ele colocou um cenário com menor crescimento nos países desenvolvidos, maior participação dos países em desenvolvimento no crescimento global, sistemas financeiros sujeitos a regulamentos mais rigorosos e crescentes restrições relacionadas com as alterações climáticas.

A Escola de Verão é um curso anual destinado a estudantes licenciados e candidatos a estudos avançados na área. Este ano participam 29 estudantes da Argentina, Bélgica, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, França, Itália, Coreia, México, Espanha e França.

O seminário inaugural da Escola de Verão contou com a presença de Joseph Ramos, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Chile; Jorge Katz, Professor e investigador do Centro Intelis I+E do Departamento de Economia da Universidade do Chile; João Carlos Ferraz, chefe das Áreas de Planeamento, Gestão de Riscos e Investigação Económica e de Apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, BNDES; e Wilson Peres, Chefe da Unidade de Estratégias de Investimento e Negócios da CEPAL.

Além disso, peritos da CEPAL e de organizações internacionais apresentaram sobre os impactos da crise nas economias nacionais da Argentina, Brasil, América Central e México.

O seminário termina hoje com uma mesa redonda intitulada “Crise económica, tecnologia e produção. Outra odisseia para a América Latina?”

Ver também:

br>>>p>Mais informações sobre a Escola de Verão sobre as Economias da América Latina estão disponíveis seguindo o link.

Para mais informações, por favor contacte os Serviços de Informação da CEPAL. E-mail: dpisantiagocepal.org ; telefones: (56 2) 210 2380/2149.

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