A CRIANÇA CRIANÇA COCKING, parte I. ANAMNESE E EXAME FÍSICO.

A CRIANÇA CRIANÇA COLORADA, parte I. ANAMNESE E EXAME FÍSICO. ANAMNESE E EXAME FÍSICO.
Autora: Dra. Carolina Klein S. Medicina Familiar Residente PUC.
Editor: Dra. Pamela Rojas G. Médica de Família PUC.
Introdução
Impulso é uma alteração do padrão normal de marcha e é sempre patológico1.
A prevalência de coxeio não-traumático em crianças varia entre 1,5 e 3,6 por 1.000 crianças com menos de 14 anos2, há uma predominância do sexo masculino (1,7:1)3 e a idade média de apresentação é de 4,35 anos2. As etiologias são diversas (Quadro 1)4 , desde as neoplasias às perturbações conversivas, mas vale a pena mencionar que na maioria dos casos as causas são benignas e auto-limitantes1, e dois terços destas poderiam ser tratadas nos cuidados primários2.
Um estudo recente5 analisou a apresentação de coxeio não-traumático em crianças. As principais conclusões incluíram:
Sobre 80% dos casos apresentados com dor.
Quando se localiza a dor, um terço está na anca, seguido dos joelhos, e outros locais da extremidade inferior. Menos de 2% relataram dores nas costas.
Ao avaliar a origem do coxear, 60% dos casos correspondiam a patologias da anca, cerca de 30% não foram diagnosticados (mas recuperaram), e os restantes 10% tinham outros diagnósticos.
Tabela 1. Etiologia da coxeio nas crianças.
Osso
Osteomielite
Fracturas
Osteocondrite
Vaso-oclusivo vaso-doença oclusiva das células falciformes
Epifisiólise femoral capital escorregadia
Doença perthes
Tumores
Neurológico
Paralisia cerebral
Neuropatia periférica
Meningite
Abcesso epidural espinhal
Síndrome da dor regional complexa (distrofia simpática reflexa)
Tumor da medula espinhal
Tumor da medula espinhal

Neurológico
Parálise do cérebro
Neuropatia periférica
Meningite
Abcesso epidural da medula espinhal
Síndrome da dor complexa regional (distrofia simpática reflexa)
Tumor da medula espinhal
Medula espinhal da medula espinalp>Articular
Sinovite transitória
Artrose séptica
Osteocondrite dissecante
Febre reumática aguda
Artrose idiopática juvenil
Schönlein Henoch purpura
Doença do soro
Discite
Displasia da anca
Condromalácia da patela
Hemartrose (traumática), hemofilia)
Doença de Lyme
Lúpus eritematoso
Luxação patelar
Intra-abdominal
Apendicite
Doença inflamatória pélvica
Abcesso pélvico
Abcesso pélvico
Abcesso pélvico
Abcesso pélvico
Peri-Rectal
Adenite líacap>TisselingSoft
Contusão
Estirpe de músculo
Celulite
Tendinite
Miosite viral
Sindroma de hipermobilidade benigna
Vacinação intramuscular
Bursite
Celulite
Ruptura Cisto de padeiro
Abscesso
Piomiosite
Invenenamento por insectos
Juanete
Unha encravada

Verrugas vegetais
Miosite ossificans
Outros
Desordem convulsiva

* Modificado de UptoDate4.
AVALIAÇÃO CLÍNICA
I.-.
ANAMNESIS.
Quando confrontado com uma consulta de paciente por manqueira é fundamental perguntar 1,2,6,7,8:
História pessoal: idade, episódios anteriores de manqueira, patologias conhecidas, traumas, actividade física intensa, infecção recente, injecção intramuscular, utilização de calçado novo.
História familiar: doenças reumatológicas ou hematológicas.
Características da pain: início (abrupto – trauma, gradual – infecções, lento – neoplasma, inflamação ou mecânico), duração (constante, intermitente; nocturno, diurno), localização (anca, joelho, costas) e factores agravantes/atenuantes (aumento em repouso – inflamação, aumento no exercício – mecânico).
Sintomas associados: febre (infecção, neoplasma), erupção cutânea (vírus, Kawasaki), dor abdominal (abdómen agudo, P. Schönlein Henoch).
II.EXAME FÍSICO.
Deve ser sempre feito sem roupa e com/sem sapatos, e inclui 1,2,6,7,8:
Exame físico geral: comportamento e aparência geral da criança, sinais vitais, peso (estado nutricional, perda de peso nos últimos meses)
Exame físico geral: destinado à procura de hepato-esplenomegalia, linfadenopatia, erupção cutânea, púrpura, entre outros.
Exame neurológico: nervos cranianos, força muscular, reflexos osteotendinosos, etc.
Exame do sistema locomotor: detalhado abaixo.
a) Exame em decúbito
Inspecção: da coluna vertebral e extremidades inferiores, procurando posição, comprimento, atrofia muscular, sinais de inflamação e plantas dos pés.
Palpação: detectar pontos sensíveis.
Mobilidade activa e passiva: avaliar gamas de movimento em flexão, extensão, abdução, adução e rotação.

Rotação interna: propensa, com ambos os joelhos a 90° e pés rodados para fora, a gama normal de rotação é de 45°.
Se a rotação interna for limitada, o diagnóstico corresponde provavelmente à patologia intra-articular da anca.

Teste Galeazzi: supino, com as ancas e os joelhos flexionados, os joelhos devem ser apresentados à mesma altura.
Se um for visto mais baixo, pode corresponder a uma discrepância no comprimento do membro inferior ou a uma doença avançada de Perthes.

teste deFABER (ou de Patrick): como o nome diz, o membro deve estar em Flexion, ABduction e External Rotation (ER).
Se isto gerar dor, pode ser devido à patologia sacro-ilíaca da articulação, apresentando como dores lombares baixas (isto também pode ser evidenciado por um teste de compressão pélvica positiva).

b) Exame em pé:

Inspecção: assimetria da coluna e/ou extremidades inferiores.
Teste de Trendelemburg: observando o paciente por trás, peça ao paciente para ficar de pé sobre um pé, a nádega do lado que é levantada do chão subirá devido à contracção dos raptores do lado oposto (principalmente o glúteo médio).Se a nádega do lado a ser levantada do chão tende a cair, isto deve-se à falha do sistema contralateral abdutor, que pode ser causado por uma hérnia L4-L5 (gluteus medius innervation), distrofia muscular de Duchenne, entre outras.
Alterações da marcha8: Numa criança que coxeia, é necessário avaliar para:
Antalgic gait: Encurtamento da fase de postura da extremidade inferior afectada. A criança pode relatar dor, ou não relatar nada, devido à compensação que ocorre através da alteração da marcha.
Vídeo deuggested: https://www.youtube.com/watch?v=zc4cixoWiAwbr>Não-antalgamento: Steppage: as articulações da anca e do joelho são excessivamente flexionadas durante a fase de balanço para permitir que os pés saiam do chão. Está relacionado com qualquer condição neurológica em que a dorsiflexão do pé é perdida.
Vídeo gravado: https://www.youtube.com/watch?v=L6qVXYv0U7UTrendelemburg: há uma falha do sistema abdutor da anca, a anca saudável cai. Está relacionado com displasia da anca e outras perturbações do sistema abdutor.
Sugere-se assistir ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ZUPQp5oxXj8Circunducción: o joelho está hiperextendido e bloqueado no final da fase de postura, a extremidade inferior afectada é circunduzida ou raptada na fase de balanço para permitir que o pé saia do chão. Está relacionado com a rigidez do joelho ou tornozelo (deficiência neurológica ou mecânica) e discrepância de comprimento das extremidades inferiores.
br>Vídeo de visão rugosa: https://www.youtube.com/watch?v=t5VJdRUS4X0Equina: caminhadas de criança apoiadas nos dedos dos pés. Associado ao pé torto congénito, paralisia cerebral, contratura idiopática do tendão de Aquiles, fractura do calcâneo, corpo estranho no pé, e discrepância no comprimento das extremidades inferiores.
Vídeo de observação é sugerido:https://www.youtube.com/watch?v=MMM8Tqntbzobr>IN SUMMARY.
Atraso é uma alteração do padrão normal de marcha e é sempre patológico.
A causa do coxear reside mais frequentemente na anca e é de bom prognóstico.
A anamnese e o exame físico são fundamentais para o diagnóstico.
Os aspectos mais relevantes a salientar no confronto inicial incluem a investigação sobre a história do trauma, presença de dor e sintomas sistémicos associados, e no exame físico, a identificação do tipo de coxear, se há comprometimento do alcance do movimento e a localização da dor.
REFERÊNCIAS.
Leung A, Lemay JF. A criança a coxear. J Pediatr Health Care. (2004). 18, 219-223.
Perry D, Bruce C. Avaliar a criança que se apresenta com um coxear agudo. BMJ. 2010 Ago 20;341:c4250.
Fischer S, Beattie T. A criança a coxear: epidemiologia, avaliação e resultado. J Bone Joint Surg Br. 1999 Nov;81(6):1029-34.
Mark C. (2014). Abordagem à criança com um coxear. Em Fleisher G, Drutz J, Phillips W, Wiley J (Ed.), UpToDate.
Fischer S, Beattie T. A criança a coxear: epidemiologia, avaliação e resultado. J Bone Joint Surg Br. 1999 Nov;81(6):1029-34.
Beresford M, Cleary A. Avaliação de uma criança que coxeia. Current Paediatrics (2005) 15, 15-22.
Tse S, Laxer R. Approach to acute limb pain in childhood. Pediatr Rev. 2006 Maio;27(5):170-9; quiz 180.
Sawyer J, Kapoor M. A criança a coxear: uma abordagem sistemática ao diagnóstico. Am Fam Physician. 2009 Fev 1;79(3):215-24.

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