83º Congresso Argentino de Cirurgia

TÍTULO: INDICAÇÕES PARA A MANDIBULOTOMIA EM CANCER DA CAVIDADE ORAL

AUTORES: RAUL IGNACIO ALVAREZ DEL RIVERO, GABRIEL DAMIANO, ARIEL CHARI, CARLOS ROGELIO LAZARTE, ERNESTO BAVIO
REFERÊNCIA NO. 8515
TIPO DE APRESENTAÇÃO: Tópicos Livres
CATEGORIA: Cirurgia Geral
SUBCATEGORIA: Cabeça e Pescoço
SUMÁRIO DE APRESENTAÇÃO:
ANTECEDENTES: No mundo, existem quase 650.000 novos casos de cancro escamoso do tracto aerodigestivo superior, e mais de 350.000 mortes por ano. Dentro destes tumores, o local mais frequente é a cavidade oral. O carcinoma escamoso da cavidade oral predomina nos etilistas e fumadores com mais de 45 anos de idade. Recentemente, a sua incidência aumentou em doentes jovens, em relação à infecção por HPV. No seu tratamento, a cirurgia é um pilar fundamental juntamente com a radioterapia. A ressecção do tumor primário pode ser conseguida por várias abordagens, tais como transoral, bochechas superiores (bochechas) ou inferiores e mandibulotomia, em tumores avançados são muitas vezes necessárias mandibulectomias segmentares ou marginais ou maxillectomias para se conseguir uma ressecção com margens livres. A escolha de uma abordagem particular é determinada por múltiplos factores, tais como tamanho e localização do tumor, bem como a profundidade da invasão e a proximidade da mandíbula.
OBJECTIVO: Definir as indicações para a mandibulotomia no cancro da língua. Para expor e desenvolver a técnica utilizada através da revisão de 12 casos.
DESIGN: Observação descritiva
MATERIAL E MÉTODO: Foi realizada uma revisão de 12 pacientes com cancro da cavidade oral operados entre Julho de 2009 e Junho de 2012. A faixa etária era de 32 a 68 anos. A fase do tumor primário era T2 ou T3, em nenhum dos casos foi a maxila ou mandíbula infiltrada. Um dos casos foi um cancro recorrente da língua, no resto dos pacientes este procedimento foi o primeiro gesto terapêutico. A abordagem utilizada em todos os casos foi a divisão mandibular (mandibulotomia medial). Todos os pacientes foram submetidos a esvaziamento cervical modificado associado à ressecção de tumores.
RESULTA: Resultado: Dos 12 casos analisados, a ressecção oncológica com margens livres era viável em todos eles. As sequelas estéticas ao nível do lábio não eram muito perceptíveis a longo prazo. A função mandibular foi 100% preservada em todos os casos.
CONCLUSÕES: A abordagem da cavidade oral através de uma mandibulotomia medial proporciona um excelente campo operatório, permitindo ressecções oncologicamente satisfatórias com o mínimo de consequências funcionais e estéticas. A sua utilização é especialmente indicada em tumores cujo tamanho não permite uma ressecção transoral segura, tumores de localização posterior e lateral e infiltração em profundidade não requer mandibulectomia ou maxillectomia.
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